PM assassinado conheceu acusados do crime quando eles ainda eram crianças

29/08/2017 09:47:03



 

Thiago Rodriguez da Silva ainda estava desempregado quando foi morar no bairro Jardim Nova Era, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, em 2009, junto com a mulher e a sogra e dois filhos. Quando chegou ao local, aos 24 anos, a região já era dominada por traficantes. Ítalo Pesanha Bernardino tinha somente 12 anos na ocasião. Os dois eram vizinhos e conviviam pacificamente. Um ano depois, Thiago se inscreveu para o concurso da Polícia Militar e passou. Ítalo optou pelo caminho do crime: virou gerente de uma boca de fumo justamente na rua onde Thiago morava.

Segundo a investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), os caminhos opostos dos vizinhos se chocaram na última segunda-feira (dia 21). Inconformado com uma barricada que havia sido posta na porta de sua casa, Thiago — promovido à cabo na PM — foi tirar satisfação com Ítalo. No mesmo dia, o corpo do policial foi encontrado no porta-malas de seu carro com marcas de disparos de uma pistola 9mm, no bairro onde os dois moravam.

 

O cabo Thiago Rodriguez da Silva
O cabo Thiago Rodriguez da Silva Foto: Reprodução / Reprodução

 

Testemunhas contaram na delegacia que Thiago já havia demonstrado insatisfação pelo tráfico ter montado uma boca de fumo na rua de sua casa outras vezes. Nas ocasiões, os bandidos teriam até trocado de ponto, mas voltaram ao local inicial, mais rentável.

Ítalo e um adolescente, de 17 anos, foram identificados como autores do crime. Os dois e mais um terceiro suspeito, ainda não identificado, abordaram Thiago ainda em casa e o colocaram no banco de trás do veículo. O policial teria entrado em luta corporal com um dos bandidos e foi baleado duas vezes. Ítalo estava em liberdade há pouco mais de um mês: foi solto no dia 14 de julha, após a Justiça ter substituído a pena à qual havia sido condenado por prestação de serviços à comunidade.

 

 

— Thiago era PM. Não suportou ver uma boca de fumo na porta de casa. Ele não tinha culpa de ter que morar ali — afirma o delegado Giniton Lages, que investigou o caso.

 

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Fonte Extra










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