Homem que se passou por motorista de aplicativo e estuprou adolescente é preso

Uber afirma que suspeito não é cadastrado no sistema da empresa. Crime ocorreu no dia 29 de outubro, quando a menina foi abordada em Inhaúma

07/11/2017 14:29:00



O homem acusado de estuprar uma adolescente de apenas 14 anos ao se passar por motorista de um aplicativo de transporte foi preso preventivamente nesta terça-feira. O crime ocorreu no dia 29 de outubro em Inhaúma, Zona Norte do Rio.

Segundo a investigação da 44ª DP, a vítima caminhava por volta das 6h20 da manhã para o ponto para pegar um ônibus em direção ao Centro da cidade, onde iria fazer uma prova para um curso técnico, quando foi abordada. O acusado, que tem 22 anos, lhe ofereceu uma carona se identicando como motorista.

Diante da negativa da jovem, o homem a teria ameaçado, forçando que ela entrasse ao dizer que estava armado. Dentro do carro, teria começado a assediá-la, agredi-la com tapas no rosto, até cometer o estupro no banco traseiro do veículo.

— Tanto a menina quanto a família estão muito abaladas. A mãe teve que se licenciar do serviço e não está indo trabalhar pois não tem condições psicológicas — disse o Delegado Titular da 44ª DP, Fabio Asty, que afirmou que vítima caiu em prantos ao reconhecer o homem na delegacia.

O autor do crime, que é casado e reside no Engenho da Rainha, negou ter cometido o estupro. Porém, após ver as imagens da câmera onde aparece a adolecente saindo visivelmente abalada do carro que ele dirigia, confessou a autoria.

Após cometer o estupro, o homem largou a jovem em frente o cemitério de Inhaúma, onde ela pediu ajuda de funcionários de um posto de gasolina e acionou a Polícia Militar.

A vítima está sob efeitos de coquetéis contra HIV e outras doenças, procedimento hospitalar que foi feito imediatamente após o crime. O acusado pode ser condenado a até 15 anos de prisão por estupro qualificado.

O carro onde o homem cometeu o crime era alugado de um terceiro por ele e outro homem que possui cadastro ativo no aplicativo de transporte. O acusado no entanto, havia sido descredenciado da empresa em maio por ter nota muito baixa. Desde então, vinha usando a conta do colega para fazer viagens através do serviço.

Fonte Extra










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