'Palavras de conforto doem', diz pai durante velório de menino morto por bala perdida

O corpo do menino de Vitor Gabriel Leite Matheus Coelho, de 3 anos, foi enterrado sob forte emoção, na tarde deste sábado, no Cemitério São Lázaro, em São João de Meriti. A criança foi atingida por uma bala perdida na cabeça, em São Mateus.

04/11/2017 20:07:15



 
 

Rio - O corpo do menino de Vitor Gabriel Leite Matheus Coelho, de 3 anos, foi enterrado sob forte emoção, na tarde deste sábado, no Cemitério São Lázaro, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A criança foi atingida por uma bala perdida na cabeça, no último dia 30, enquanto brincava na sala de casa.

Corpo de Vitor Gabriel foi enterrado neste sábado. Ele foi baleado na cabeça

 

Anderson, o pai do menino, estava desolado
Anderson, o pai do menino, estava desolado 

 

A morte cerebral de Vitor foi constatada na quinta-feira, mas o corpo só foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) no dia seguinte, porque a família optou por doar os órgãos do filho. Na sexta-feira, uma equipe removeu do corpo da menino os dois rins, que seriam transplantados a outras crianças.

 

O pai de Vitor, Anderson (primeiro a esqueda), e amigos carregam o pequeno caixão
O pai de Vitor, Anderson (primeiro a esqueda), e amigos carregam o pequeno caixão Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo

 

Muito abalados, parentes e amigos vestiam uma camisa com a foto da vítima, um pedido de justiça, os dizeres "Amor eterno" e um trecho da música "Gostava tanto de você", de Tim Maia.

A mãe chegou ao velório aparentemente calma, acompanhada por uma irmã, e foi direto à capela, sem falar com ninguém. A madrasta, Rose Lúcia Silva Lopes, passou mal, com pressão alta, e teve que ser retirada de perto do caixão.

 

Vitor é enterrado sob aplausos
Vitor é enterrado sob aplausos Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo

 

O pai, Anderson Neves de Oliveira, alertava aos presentes:

— Palavras de conforto doem!

Ainda aconteceu um desentendimento entre dois tios do menino minutos antes de fecharem o caixão. Após o enterro, o pai declarou que espera conhecer a pessoa que recebeu os órgãos do filho.

— O importante é que as pessoas se conscientizem que a doação vale a pena. Demora o sepultamento, mas vale a pena porque um pedacinho do coração fica feliz — afirmou Anderson.

 

Fonte Extra










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