Número de casos de chikungunya explode no Rio de Janeiro

23/02/2018 15:53:05



Larissa, de 8 anos, a mãe e a avó estão com a doença
Larissa, de 8 anos, a mãe e a avó estão com a doença Foto: Pedro Zuazo
 

Um aumento de casos de chikungunya preocupa moradores de um condomínio no Pechincha, em Jacarepaguá. Segundo a associação de moradores Amavil, que representa as casas das ruas Vilinha, Valentim Dunham e Gabiroba, foram confirmados 23 registros da doença nos últimos dois meses. E o número pode ser maior, já que dez moradores aguardam o resultado da sorologia. Só na casa de Juliana Costa, de 34 anos, há quatro pessoas nessa situação. Ela, a avó, a mãe e a filha começaram a apresentar os sintomas no fim de semana.

— Comecei a sentir dores no pé. Foi piorando e passou para a outra perna. No mesmo dia, minha avó teve febre e reclamava de dores no joelho. Fomos para o hospital. Era tanta dor que eu não conseguia sair do carro para sentar na cadeira de rodas. No dia seguinte, minha mãe começou a ter febre e, ontem, foi a vez da Larissa, minha filha, de 8 anos — conta Juliana.

Na Rua Valentin Dunham, onde mora a família, houve houve vários casos da doença. A aposentada Enoe de Miranda Luz, de 73 anos, foi diagnosticada em 9 de janeiro. Mais de 40 dias depois, ainda não se recuperou totalmente.

 

— Minha articulação ainda não está boa. Eu, que sempre saí e fiz tudo sozinha, passei a precisar de ajuda. Quem é mais velho sente mais — conta ela, que perdeu as contas da quantidade de vizinhos infectados.

Após apelo dos moradores, a Vigilância Sanitária esteve em janeiro no local em busca de focos do mosquito transmissor, Aedes aegypti, mas não encontrou. A associação de moradores assumiu a missão.

— Nos chamou atenção a montanha de lixo acumulada na Rua Quintanilha. Ali, a Comlurb nunca passa. Fica ali, atraindo bichos e insetos — diz Franklin Corrêa, de 72 anos, membro do grupo que administra a associação.

Sem coleta, lixo atrai insetos

No fim da Rua Quintanilha, sem saída, existe uma passarela que dá acesso à localidade Apartamentos, da Cidade de Deus. O trecho é conhecido como rota do tráfico da comunidade. Moradores dizem que, por isso, funcionários da companhia de limpeza evitam o local. Em nota, a companhia afirmou que a rua já está na programação para a retirada de detritos do temporal. Enquanto a prefeitura não dá uma solução, moradores tomam a iniciativa.

— Contratamos uma empresa que vai dedetizar as casas e passar o fumacê duas vezes por semana. Mas não adianta se não combatermos o foco do mosquito — diz Franklin.

Um dos primeiros infectados pela doença nas redondezas foi o aposentado Osmar Dresch, de 77 anos. Ele começou a apresentar os sintomas em 26 de dezembro e, até hoje, sofre com dor nas articulações.

— A doença vai nos consumindo. Ainda tenho dificuldade para movimentar os ombros — diz.

Registros

Município do Rio

Houve queda de casos em janeiro, em comparação com o mesmo período de 2017. São 133 em 2018, contra 390 em 2017.

Jacarepaguá

Na região, foram 21 casos em janeiro de 2018, 6 a mais do que no mesmo mês de 2017. Mas o município diz que o aumento não configura surto.

 

Outras regiões ja tem casos da doença

 

Fonte Extra










0 Comentário


Faça login na página para fazer um comentário
Entrar